quinta-feira, 26 de maio de 2011


A morte é algo curioso.
Os cristãos por exemplo,acham no fim da vida quem for uma boa pessoa vai para o céu(e ainda dá para comprar o terreno e garantir sua vaga se pagar adiantado),porém quem for mau terá seu terreno de 2m² (esse sai de graça)do lado do capeta.
Já os Mulçumanos,acreditam que mil virgens lhe esperam nos céus(não é de se estranhar o grande número de homens bombas),só que eles não lembram que quando essas mil virgens ficarem na Tpm,lá será o inferno .
Lendo a biografia do Picasso,vi o quanto ele temia a morte e a doença,por achar que ainda havia tanto a se fazer e produzir.
Pra ser sincero me identifico com ele nesse ponto,tenho mais medo de morrer sem ter feito algo que realmente tenha importância,do que da morte em si(sem querer escrotizar ou parecer fodão)...tenho medo de ter vindo a esse mundo só a passeio(como diz meu avô).
Acho que no final o grande lance é aproveitar a nossa estadia fazendo algo produtivo(não tô falando dessa frescura de Carpe diem) e renegar o máximo que pudermos essa nossa condição medíocre de comer e distribuir fezes por ai.

Dicas:

Filme-Oyama:O lutador lendário:Um filme Sul-Coreano sobre o famoso karateca,ele começa e termina com uma frase fantástica sobre a vida:"Eu tenho medo de lutar,tenho medo de morrer e ser massacrado.Mas tenho mais medo ainda de ficar invalido do que morrer lutando!"Simplesmente fodão.

Livro:O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio:Último livro do classudo Charles Bukowski.Na verdade são trechos do seu diário pessoal,narrando seus últimos dias de vida,com o cansaço da sua rotina na entediante vida moderna.

Música-A última seresta, do grande e não menos classudo Nelson Gonçalves:Para mim uma grande música de despedida.

Obrigado a todos que acompanham.

3 comentários:

  1. Grande tema, Rafa!
    Não tenho medo da morte, mas muito apreço pela vida. Não tenho a menor idéia de como é ou se existe o outro lado da vida. Apenas torço pra que os espíritas estejam certos.
    Se há uma vantagem que nós artistas temos em relação aos mortais normais é que nós vivemos pra sempre através dos nossos trabalhos.
    Uaréva!

    Luciano Félix

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  2. apesar de achar que não fiz nada de tão útil e que não vou deixar coisa alguma que me faça viver pra sempre, também não tenho medo de morrer. mas sou menos chique: tenho medo da dor que se deve sentir na horinha em que se morre.

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  3. Ei cara, ótimo trabalho.
    Parabéns!
    Valeu pela visita lá no blog,até breve.

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